A alta generalizada nos preços é uma das características da inflação, e ela fica ainda mais evidente quando vamos reabastecer a despensa (foto: freepik)
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Inflação: é possível reduzir seu impacto no dia a dia?

A alta generalizada nos preços é uma das características da inflação, e ela fica ainda mais evidente quando vamos reabastecer a despensa (foto: freepik)
A alta generalizada nos preços é uma das características da inflação, e ela fica ainda mais evidente quando vamos reabastecer a despensa (foto: freepik)

O fantasma da inflação voltou com tudo às nossas vidas. Você já deve ter percebido como itens essenciais aumentaram de preço nos últimos tempos. Basta uma ida ao supermercado para notar como o óleo de soja, arroz e feijão – alimentos da cesta básica do brasileiro – estão mais caros. 

E quando falamos em pegar o carro para ir ao trabalho ou viajar, a inflação fica ainda mais evidente. O preço médio do litro da gasolina, em 2019, era de R$ 4,34. Já em 2022, o litro do combustível chegou a custar R$ 7,29, em média.

Existem algumas razões para que esse fenômeno aconteça novamente após quase 30 anos de plano Real. E entender o que é a inflação e como reduzir seu impacto na nossa rotina é essencial para que a sua saúde financeira não saia dos trilhos.

Nos próximos tópicos, vamos falar sobre essas e outras questões relacionadas a esse fenômeno da economia. Fique com a gente e proteja seu bolso!

Entenda o que é a Inflação

A inflação é o nome dado à desvalorização da moeda e ao aumento de preços dos produtos e serviços que utilizamos no dia a dia. Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população e maior são os custos para empresas e governos.

De modo geral, a inflação não é um perigo imediato para a economia quando há reposição salarial – ou seja, os salários das pessoas crescem de acordo com a subida nos preços. Mas, quando essa reposição não é adequada, gera-se uma reação em cadeia que desaquece a economia do país.

Existem algumas razões para que a inflação apareça, como:

  • Oferta e procura de produtos em desequilíbrio: pela Lei da Oferta e da Procura, os preços dos produtos se elevam de acordo com a relação estoque/procura. Quanto menor for o estoque desses produtos e maior sua demanda, mais altos ficam os preços;  
  • Aumento repentino dos custos de produção: elevações rápidas nos preços das matérias-primas usadas na fabricação, beneficiamento ou transporte de produtos geram aumento nos seus preços e, consequentemente, na inflação. Esses aumentos costumam ser repassados para o consumidor;
  • Elevados lucros privados: ocorre com empresas que participam de um mercado com poucos concorrentes (oligopólio) ou que detêm o monopólio. Essas companhias podem cobrar do consumidor o valor que melhor atende às suas demandas por lucros, já que não contam com concorrentes que façam frente a esses preços;
  • Crescimento da dívida externa devido a crises mundiais: o endividamento governamental também é uma causa para a inflação, agravada pelas crises mundiais. O aumento do preço do petróleo acarretada pela Guerra na Ucrânia, por exemplo, tem poder de influência para que a nossa inflação suba. 

Como foi a época da hiperinflação?

No Brasil, vivemos um período de alta inflação em meados dos anos 1980 e início dos anos 1990. Os tempos da hiperinflação trouxeram alta constante e generalizada nos preços, com consequências devastadoras para a economia, corroendo o poder de compra das pessoas e desvalorizando a moeda nacional. 

Dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) mostram que, entre 1980 e 1989, a inflação média no país foi de 233,5% ao ano. No começo da década seguinte, este número mais que dobrou, alcançando 499,2% ao ano. Após uma série de planos econômicos frustrados, a situação começou a se reverter com a chegada do Plano Real. 

Com o novo plano econômico, houve uma forte redução nos gastos públicos, aumento de impostos, privatizações e a criação da Unidade Real de Valor (URV) – uma moeda paralela que fazia a ponte entre o Cruzeiro Real (CR$) e o Real (R$). A hiperinflação se manteve atrelada à moeda antiga, mas não à URV. Houve também uma abertura maior às exportações, levando os produtores nacionais a baixarem seus preços.

A partir de 1994, a URV abandonou o Cruzeiro Real e 1 URV passou a valer R$ 1. Com isso e as demais medidas, a inflação conseguiu, finalmente, ser controlada, proporcionando um período de estabilidade econômica e valorização da moeda, que permaneceu até a década atual. 

E como a inflação é medida atualmente?

A inflação é facilmente percebida por quem precisa fazer render seu salário. Mas há mecanismos técnicos importantes para consolidar esses dados, gerando um panorama mais fácil de se entender para traçar os próximos passos.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é a autoridade máxima quando o assunto é análise de dados sobre a população brasileira. A entidade governamental produz dois importantes índices de preços, que são referenciais para as políticas públicas voltadas ao controle inflacionário. São esses: 

  • IPCA: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo mostra, em resumo, a alta dos preços nos supermercados. O IPCA faz parte do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC) e é medido periodicamente, revelando a variação dos preços de produtos e serviços comprados pelo consumidor final. Este indicador cobre 90% das famílias, principalmente as que ganham de 1 a 40 salários-mínimos, residentes nas áreas urbanas de grandes capitais do país;
  • INPC: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor tem grande poder de influência no reajuste salarial. Também é gerado pelo SNIPC e tem como objetivo medir a variação de preços de produtos e serviços para o comprador final, com foco na população de baixa-renda – a mais vulnerável aos aumentos nos preços. Cobre cerca de 50% das famílias brasileiras e é coletado a partir do comércio, prestadores de serviços e concessionárias de serviços públicos (telefonia, luz, água e gás).

Já a Fundação Getúlio Vargas (FGV) também produz, mensalmente, um índice importante para medir a inflação: o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) – geralmente usado no cálculo do reajuste dos aluguéis. Ao contrário dos indicadores do IBGE, este abrange também os preços praticados em diversas etapas da cadeia produtiva – desde a produção até a venda ao consumidor final. 

Quais medidas você pode tomar para reduzir os impactos da inflação? 

Aqui no blog Cuidado Pra Vida, trazemos dicas importantes para a sua vida financeira. Neste caso, para se proteger dos efeitos da inflação, não existe mágica: é importante escolher as prioridades e cortar o que não é fundamental no seu orçamento. A educação financeira nos ensina a diferenciar o que são gastos essenciais e dispensáveis. Faça uma tabela e liste quais são suas despesas atuais a partir dessas duas categorias. Temos algumas sugestões:

  • Gastos essenciais: moradia (aluguel, condomínio, luz, gás, água, telefone/internet), alimentação básica, saúde, higiene, impostos, transporte, plano de saúde, seguros;
  • Gastos dispensáveis: TV à cabo, jogos, viagens, bebidas, roupas, tratamentos estéticos, alimentação fora de casa.

É possível diminuir suas despesas, por exemplo, trocando a sua provedora de internet por uma mais barata. Reduzir o consumo de luz e água também é possível, tirando equipamentos da tomada e diminuindo o tempo no banho. Na hora de ir ao supermercado, priorizar os legumes, verduras e frutas que estão na época e, claro, sempre levar o que está em promoção. 

Claro que essas medidas estão longe do ideal, mas em tempos difíceis, é preciso que cada um faça a sua parte. Escolher o que pode mudar o nosso futuro para melhor também é uma medida importante para transformar a realidade atual. 

Cuidar de você é um investimento importante

Ter um Seguro de Acidentes Pessoais e um Plano Funerário é fundamental para o planejamento financeiro de toda a família. Caso algo aconteça, os planos Colo da Mãe podem ser de grande ajuda, prevenindo gastos não planejados. Outra vantagem é contar com a conveniência da Telemedicina 24 horas, o que pode evitar custos extras com consultas médicas.

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