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Dia Mundial do Transtorno Bipolar: o que você precisa saber

A criação do Dia do Transtorno Bipolar é um marco na busca pelo tratamento adequado e pela maior inclusão de seus portadores no convívio social.

A criação do Dia do Transtorno Bipolar é um marco na busca pelo tratamento adequado e pela maior inclusão de seus portadores no convívio social. (foto: Freepik)

O Dia Mundial do Transtorno Bipolar, também conhecido como World Bipolar Day (WBD), é uma importante iniciativa da International Society for Bipolar Disorders (ISBD). No Brasil, a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA) e seus parceiros organizam diversos eventos e simpósios durante a data, abrindo um canal de diálogo com a sociedade sobre a doença e seus sintomas. 

Desde 2014, a data é celebrada mundialmente em 30 de março, com o objetivo de diminuir o estigma que seus portadores sofrem, além de conscientizar sobre a neurodiversidade e a maior aceitação de pessoas neurodiversas ou neurodivergentes. E a escolha deste dia não é uma coincidência: é o aniversário de nascimento do célebre pintor holandês Vincent Van Gogh, diagnosticado como provável portador desta condição mais de um século após a sua morte.

O desafio que o Transtorno Bipolar representa no Mundo

O Transtorno Bipolar (TB), conhecido também como Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), afeta cerca de 140 milhões de pessoas em todo o planeta, segundo dados de 2019 da Organização Mundial da Saúde (OMS). É um dos principais motivos da redução na expectativa de vida da população entre 15 e 44 anos, ultrapassando causas como guerras e violência. 

No Brasil, a ABRATA estima que cerca de 4% da população brasileira sofra com a doença. Deste total, apenas 2 milhões foram diagnosticados com bipolaridade – um índice seguramente subestimado. O grande desafio para os pacientes e seus familiares, além do difícil acesso aos especialistas e ao próprio sistema de saúde, é o tempo que se leva para chegar ao diagnóstico, que dura, em média, de 8 a 13 anos.

Isso ocorre porque o Transtorno Afetivo Bipolar é um distúrbio psiquiátrico complexo, que requer um acompanhamento multidisciplinar. A falta dessa atenção especializada pode causar diagnósticos equivocados, como depressão, por exemplo. Por isso, é muito importante ficar atento aos sinais, que trataremos nos tópicos a seguir. 

Como surge o Transtorno Bipolar?

O Transtorno Bipolar é uma condição que pode surgir em qualquer fase da vida, porém é mais frequente entre jovens de 15 a 25 anos. Mas, segundo estudos epidemiológicos recentes, existe a possibilidade de um pico tardio entre adultos de 45 e 55 anos. Além disso, existem dois fatores que podem contribuir para que a doença apareça: predisposição genética – a partir de histórico familiar – e comorbidades físicas e psiquiátricas – ou seja, problemas de saúde já existentes. 

De acordo com uma pesquisa realizada no Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), as principais comorbidades psicológicas são:

  • Uso de substâncias psicoativas em excesso;
  • Transtornos de ansiedade;
  • Desordens alimentares;
  • Síndrome do pânico;
  • Fobia social;
  • Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Já os principais fatores físicos que podem desencadear a bipolaridade são:

  • Pressão alta (hipertensão);
  • Sobrepeso e obesidade;
  • Níveis elevados de triglicerídeos no sangue – nossa principal reserva de gorduras (hipertrigliceridemia);
  • Baixo nível sanguíneo do popularmente conhecido “colesterol bom” (HDL).

Quais são as fases do Transtorno Bipolar?

Os portadores do Transtorno Bipolar apresentam variações súbitas de humor, muito distintas entre si. Elas consistem em três fases, que podem variar em intensidade, frequência e duração, dependendo do tipo do transtorno:

  • Fase depressiva: nesse estágio, é onde se instala uma tristeza profunda na pessoa, e ela perde a vontade de fazer atividades que antes eram prazerosas, além de mostrar dificuldade de concentração, desinteresse em manter vínculos sociais, alteração no apetite e pensamentos de morte;
  • Fase eufórica (mania e hipomania): aqui, a pessoa apresenta episódios incomuns de alta energia, com humor expansivo, pensamentos acelerados, maior desejo sexual, agressividade e até delírios – em casos mais graves. Enquanto a Mania se caracteriza pela alta intensidade dos sintomas, a Hipomania se apresenta de forma mais branda;
  • Fase assintomática: é o período em que a pessoa se encontra no seu humor estabilizado, mostrando os traços reais de sua personalidade. Ocorre geralmente entre as fases de mania/hipomania e depressão. 

E quais são os tipos de Transtorno Bipolar?

Existem quatro tipos de Transtorno Bipolar identificados pelos manuais internacionais de classificação diagnóstica (DSM.IV e CID-10), que são:

  • Transtorno Bipolar Tipo 1: é também chamado de quadro bipolar clássico. Os portadores desse tipo de bipolaridade têm predomínio da mania/hipomania em relação aos quadros depressivos – ou seja, apresentam períodos de euforia mais longos, com períodos de depressão mais curtos, ambos em intensidade elevada. Quase sempre comprometem a autonomia do indivíduo, exigindo cuidados intensivos;
  • Transtorno Bipolar Tipo 2: é um quadro menos grave da doença, onde os episódios de depressão e hipomania se revezam. Os períodos depressivos costumam durar, pelo menos, duas semanas, enquanto os episódios hipomaníacos duram, no mínimo, quatro dias. Não chega a afetar de forma contundente a vida do seu portador, o que contribui para a sua maior autonomia;
  • Transtorno Bipolar não especificado: é um misto entre os dois tipos anteriores, onde a pessoa pode apresentar períodos com sintomas mais intensos ou mais brandos das fases maníaca, hipomaníaca e depressiva;
  • Transtorno Ciclotímico: é o caso mais leve entre todos os apresentados, caracterizado pelas variações constantes de humor, que podem ocorrer até no mesmo dia. Os quadros hipomaníacos e depressivos leves têm duração encurtada, descrevendo uma trajetória de altos e baixos, como em uma montanha russa.

Como identificar e ajudar uma pessoa com esses sintomas?

Datas dedicadas ao Transtorno Bipolar e à Esclerose Múltipla, por exemplo, são oportunidades valiosas para que o maior número de pessoas aprenda sobre sua saúde. E, sabendo dos sinais, você pode ajudar alguém próximo a encurtar o caminho até o diagnóstico. 

Primeiramente, é importante encaminhar a pessoa que apresenta os sintomas de bipolaridade para um profissional da área. O mais indicado é o médico psiquiatra, que tem todas as ferramentas para investigar os sintomas, identificar o transtorno e indicar o melhor tratamento.

Mas, para esta condição, a participação de outros especialistas, como psicólogos, endocrinologistas e terapeutas ocupacionais, por exemplo, são mais que recomendados! Algumas ferramentas são fundamentais para a melhora do quadro e a melhor convivência com esta condição, como:

  • Psicoterapia: entender seus sentimentos e aprender a lidar com eles de forma adequada é um dos princípios desta fase do tratamento. Para quem tem Transtorno Bipolar, este tipo de acompanhamento se torna essencial, proporcionando maior consciência sobre suas limitações e potencialidades, trazendo mais qualidade de vida;
  • Psicoeducação: esta etapa do tratamento envolve encontros individuais como também experiências em grupo, com compartilhamento de informações e conscientização sobre sintomas e gatilhos. A participação do próprio paciente, de sua família e de seu círculo de pessoas mais próximas é essencial para melhores resultados;
  • Medicamentos: alguns remédios devem ser prescritos pelo psiquiatra para atenuar sintomas e agir na regularização do humor, para que o paciente conviva melhor com esta condição e consiga seguir sua vida da forma mais positiva possível. O acompanhamento profissional deve ser constante! 

Qualidade de vida também é um fator essencial

Além do melhor tratamento e acompanhamento profissional, investir em hábitos saudáveis como exercícios físicos, boa alimentação e cuidados na saúde global contribuem para uma vida mais estável e tranquila.

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