Atendente serve uma refeição em um restaurante popular
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Economia solidária e a hora na qual ela se faz mais necessária

Atendente serve uma refeição em um restaurante popular, atividade típica da economia soildária

Na economia solidária, o benefício que a atividade econômica gera à sociedade é tão ou mais importante que o lucro

Em 15 de dezembro é celebrado o Dia Nacional da Economia Solidária, data criada para incentivar a defesa do trabalho associado e voluntário, com foco no desenvolvimento sustentável e no respeito à vida. E diante do cenário no qual vivemos, uma discussão mais profunda sobre o tema acabou ganhando uma relevância ainda maior. Neste post do blog Cuidado pra Vida você ficará sabendo mais desta alternativa econômica e da importante contribuição que ela pode dar neste momento de crise no país.

Mas o que é a economia solidária?

O termo “economia solidária” é uma criação brasileira. Paul Singer, economista austríaco radicado no Brasil, cunhou a expressão em 1996, em um artigo intitulado “Economia Solidária contra o Desemprego”. Mas conceitualmente, suas práticas remontam à metade do século XIX, com o início do cooperativismo na Europa. 

Atualmente, a economia solidária é definida com um conjunto de atividades – financeiras, produtivas e de serviços – que se caracteriza pela busca da criação de valor social, e não apenas monetário. É desenvolvida por redes que unem cooperativas, associações de categorias profissionais, clubes de troca e organizações de autogestão em uma variedade de práticas econômicas e sociais: manufaturas, prestação de serviços, comércio justo, finanças sociais e trabalho voluntário. O principal objetivo é a valorização do ser humano, em uma corrente na qual produtores, vendedores e consumidores se igualam e atuam em conjunto.

Os 10 princípios da economia solidária

Segundo o caderno pedagógico do programa “Projovem Campo – Saberes da Terra” que aborda o tema, a economia solidária possui 10 princípios que visam desenvolver uma alternativa econômica mais capaz de integrar solidariamente a sociedade, oferecendo a

todos oportunidades de trabalho e consumo mais éticas e dignas.

1) Autogestão – os trabalhadores têm autonomia para tomarem as decisões que julguem as melhores para o empreendimento do qual participam.

2) Democracia – qualquer decisão que afete coletivamente o empreendimento é feita de forma coletiva e participativa.

3) Cooperação – ainda que a competição seja elemento vital na regulação do mercado, ter sempre em vista a importância que a cooperação – entre trabalhadores, empresas e até países – tem no desenvolvimento econômico.

4) Centralidade do Ser Humano – a finalidade maior da atividade econômica é garantir a satisfação plena das necessidades de todos.

5) Valorização da diversidade – a economia solidária só pode existir em ambientes sem discriminação de gênero, crença, raça/etnia ou opção sexual.

6) Emancipação – empoderar e emancipar os participantes ao contribuir com conquistas materiais e intelectuais.

7) Valorização do saber local – considerar os saberes locais em sua totalidade e como integrantes da cultura e da tecnologia popular.

8) Valorização da aprendizagem – promover a construção das mudanças necessárias às práticas solidárias por meio de capacitação continuada e permanente.

9) Justiça Social na produção – as atividades econômicas devem promover o bem-viver e a justa distribuição da riqueza produzida, mitigando as desigualdades materiais.

10) Cuidado com o Meio Ambiente – estabelecer uma relação harmoniosa com o meio ambiente, promovendo o desenvolvimento econômico ecologicamente sustentável.

A economia solidária e a crise

Em momentos de instabilidade, com inflação e juros em alta, a economia solidária pode oferecer alternativas mais sustentáveis para empreendedores e consumidores. Exemplos? Associações populares e outros tipos de grupos podem se unir para comprar produtos no atacado, obtendo melhores preços. Cooperativas de crédito sem fins lucrativos oferecem financiamentos com condições mais favoráveis que as dos bancos tradicionais. Redes de agricultores familiares se organizam em eventos e feiras, dividindo custos de infraestrutura e ofertando mais variedade aos compradores. Esses são apenas alguns modelos possíveis de atividades econômicas solidárias, que proporcionam resultados mais justos e igualitários para os envolvidos.

Além disso, em tempos de desemprego em alta, não podemos ignorar a capacidade de geração de empregos da economia solidária. O potencial é enorme: no cooperativismo, apenas um dos seus ramos, estão empregados por volta de 250 milhões de pessoas ao redor do mundo, o que representa cerca de 10% da força de trabalho global. 

Esses números são do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2020, que, como não poderia deixar de ser, também traçam um panorama da atividade cooperativa nacional. E é inegável sua relevância no país: as mais de 5 mil cooperativas brasileiras geraram 427.576 empregos diretos, mais de R$15 bilhões em despesas com pessoal e R$10,6 bilhões em tributos sobre vendas e serviços. Tais resultados mostram como a economia solidária pode ter um papel fundamental na recuperação do nível de emprego no Brasil.

Cuidar também é um ato de solidariedade

Como prega um dos princípios da economia solidária, vimos que é possível ter um olhar além do lucro monetário se colocarmos a satisfação e o bem-estar das pessoas no foco das atividades econômicas. 

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