Pessoa medindo o índice de glicose no sangue
Dicas de saúde Para o corpo

Diabetes: ainda temos muito o que conversar sobre o assunto

Profissional da saúde mede o índice de glicose no sangue de um paciente com diabetes

Doença que aflige milhões de pessoas, o diabetes ainda é alvo de preconceito e desinformação

Quando o assunto é diabetes, a primeira coisa que vem à cabeça é a restrição de doces. Mas pouco se sabe, de fato, sobre a doença – e o preconceito ainda é muito grande. No próximo dia 14 é o Dia Mundial do Diabetes, data escolhida pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para reforçar a conscientização a respeito da patologia. Em 2021 o tema é “Enfermeiros e Diabetes“, pensando na importância do papel desses profissionais no apoio aos pacientes com essa enfermidade.

O número de diabéticos vem crescendo. Dados levantados para a 10ª edição do Atlas de Diabetes da IDF mostram que 10,5% dos adultos vivem com a doença em todo o mundo. O crescimento da condição aumentou 16% – o que representa 537 milhões de casos.

Entendendo o diabetes

Diabetes é uma doença endócrina crônica provocada pela falta de insulina ou pela incapacidade do organismo de utilizá-la de forma correta. Produzida pelo pâncreas, a insulina é um hormônio que tem como função controlar a quantidade de glicose no sangue – ou seja, controla os níveis de açúcar. E é por isso que os doces ganham uma fama ruim quando se fala em diabetes: tendo um alto índice glicêmico, é o tipo de alimento que precisa de mais insulina para ser metabolizado pelo corpo.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) explica que existem dois tipos de diabetes que, apesar de terem a mesma essência, têm suas particularidades: o tipo 1 é quando o sistema imunológico do paciente destrói as células que produzem insulina. E o tipo 2 é quando o corpo não produz a quantidade suficiente de hormônio ou há uma incapacidade de absorção das células. 

Outro tipo existente também é o diabetes gestacional, que é decorrente das mudanças hormonais que reduzem a ação da insulina durante a gravidez, o que é compensado pelo orgamismo com um aumento da sua produção. A condição pode ou não se manter após o parto.

Como identificar o paciente com diabetes

Qualquer pessoa pode ter diabetes, mas alguns fatores podem favorecer o aparecimento da doença. Fatores hereditários, comportamentos sedentários, obesidade, hipertensão arterial e idade acima de 45 anos são pontos de atenção. Os sintomas não são claros e variam de pessoa para pessoa. Por isso, é tão importante fazer exames de rotina e manter hábitos saudáveis.

Apesar dos sintomas serem variados, alguns são mais frequentes: sede intensa, fraqueza, sonolência, tontura, urina em excesso, dificuldade na cicatrização e infecções frequentes. Mas sempre ressaltando que esses sintomas podem variar e precisam de uma avaliação médica para que o diagnóstico seja efetuado.

Confirmado o diagnostico, o tratamento com a insulina será iniciado. O Ministério da Saúde informa que esse é o protocolo usado para tratar o tipo 1 da doença, mas pode ser utilizado em alguns casos do tipo 2.

O Ministério da Saúde fala também sobre complicações que podem surgir caso não seja feito o tratamento adequado. Além de problemas nos rins, pés e pernas, existe o risco de problemas neurológicos, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). 

Educação em diabetes

Iniciativas que levam o conhecimento sobre a doença para pacientes, familiares e amigos são essenciais para garantir a qualidade de vida das pessoas com diabetes. A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) explica que a população ainda precisa de informações básicas sobre o diabetes e suas possíveis terapias.

A educação em diabetes fala sobre orientação em relação à doença e suas consequências. É necessário falar sobre hábitos saudáveis, prevenir complicações e até mesmo a prevenção do aparecimento da doença. Ainda existe muito preconceito e mitos que são disseminados como verdade. 

A seguir, veremos algumas informações comumente faladas sobre diabetes.

Comer muito doce leva ao diabetes
A verdade: consumir açúcar em excesso não leva à doença. Para quem tem diabetes é preciso moderação. Para ter diabetes, são considerados predisposição genética, obesidade, sedentarismo e histórico familiar – e não somente comer muito doce.

Só obesos têm diabetes tipo 2
A verdade: o sobrepeso é um fato, mas não é a única causa. Muitas pessoas consideradas magras são diabéticas.

Diabéticos podem comer fruta à vontade
A verdade: depende de cada caso. Embora seja um alimento saudável, as frutas contém carboidrato e devem entrar no planejamento alimentar do paciente.

O diabetes é uma “doença silenciosa
A verdade: um diabético pode sim apresentar sintomas. Fome constante ou exagerada, sede excessiva, aumento da necessidade de urinar, cansaço, fraqueza, alteração na vista, entre outros, podem ser indícios da doença. A questão é que na maioria das vezes, o diabetes só causa sintomas quando está em estágio mais avançado, o que reforça a importância do seu diagnóstico o mais rápido possível.

Ter atenção com a saúde sempre

Todo cuidado com a saúde é fundamental. Manter uma alimentação saudável e hábitos de atividade física é importante não apenas para deixar o corpo em dia, mas para prevenir doenças, como o diabetes. Pensando nisso, o blog Cuidado pra Vida sempre traz muitas dicas para manter a saúde em dia.

Pessoas com idade entre 14 e 70 anos podem contar com um plano Colo da Mãe e ter o Médico na Tela como suporte. A telemedicina com qualidade SulAmérica permite consultas 24 horas por dia, sete dias da semana – com a receita emitida em até 1 hora, se for preciso.

Além do Médico na Tela, os titulares contam com Seguro de Acidentes Pessoais e Assistência Funeral num só plano, uma tripla proteção com a qualidade do maior grupo segurador independente do país. Visite nosso site e faça seu plano.

Você também pode gostar...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *