Os princípios do Design Universal
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Mobilidade para todos: o desenho universal em ambientes acessíveis

Evitar restrições à mobilidade é o objetivo do Desenho UniversalEvitar restrições à mobilidade é o objetivo do Desenho Universal

Ver um idoso ou uma pessoa com necessidades especiais com dificuldades de locomoção é, infelizmente, uma cena muito comum nas nossas cidades. A falta de rampas, botões com andares em braile ou mesmo uma sinalização mais simples ainda prejudica a mobilidade de muita gente.

Leis em prol da acessibilidade

Uma das razões para isto ainda ser uma rotina é o longo tempo para se criar uma legislação que tratasse do assunto. A Lei da Acessibilidade, sancionada no ano 2000, o Estatuto do Idoso (de 2003) ou o Projeto de Lei n.º 7.061-A (2017), que normatizam a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, são relativamente recentes. Sem que o direito à mobilidade tivesse uma regulamentação que a garantisse, casas, prédios e as cidades, de um modo geral, não eram planejadas para serem acessíveis até a criação das leis.

Uma solução para todos

Este tipo de problema poderia ter um impacto menor na vida das pessoas se as ideias de Ronald Mace tivessem sido aplicadas no Brasil desde sua origem. Arquiteto e usuário de cadeira de rodas e um respirador artificial, Mace criou a terminologia Desenho Universal (Universal Design) na Universidade da Carolina do Norte, na década de 80. O conceito do Desenho Universal prega a criação de produtos e ambientes a serem usado por todos, na sua máxima extensão possível, sem necessidade de adaptação ou projeto especializado para pessoas com deficiência.

Em outras palavras, o Desenho Universal não é direcionado apenas aos que dele necessitam e sim para todas as pessoas. A ideia é justamente evitar a necessidade de ambientes e produtos especiais para pessoas com deficiências, assegurando que todos possam utilizar com segurança e autonomia os diversos espaços construídos, sem prejuízos à sua mobilidade.

Os sete princípios do Desenho Universal

Ron Mace e um grupo de arquitetos estabeleceram os sete princípios do desenho universal, conceitos adotados como padrão para qualquer programa de acessibilidade plena.

Os princípios do Design Universal
1. Igualitário (uso equiparável)

Os diferentes graus de habilidade de cada pessoa não interferem no uso de objetos e ambientes. Alguns exemplos são portas com sensores que se abrem automaticamente, assentos adaptáveis, rebaixamento completo das vias (favorecendo a mesma condição de travessia a todos os pedestres) e equipamentos de autoatendimento em alturas que permitam o manuseio por pessoas sentadas ou em pé.

2. Adaptável (uso flexível)

O design acomoda uma ampla gama de preferências e habilidades individuais. Tesouras para destros e canhotos e caixas eletrônicos com feedback sensorial (visual, tátil e auditivo), abertura para cartão afunilada e descanso para as mãos são dois equipamentos projetados sob esse conceito.

3. Óbvio (uso simples e intuitivo)

O foco é na facilidade de compreensão, independentemente da experiência, conhecimento, habilidades linguísticas ou nível de concentração do usuário, como escadas rolantes e manuais de instruções com ilustrações no lugar de textos.

4. Conhecido (informação de fácil percepção)

O design promove a comunicação de forma efetiva, independentemente das condições do ambiente ou das habilidades ou condições de mobilidade do usuário. Aplicação de instruções táteis, visuais e auditivas em um termostato e uma sinalização redundante em aeroportos, estações de trem e metrô (comunicação por voz e visual, em mais de um idioma), são algumas das possibilidades.

5. Seguro (tolerante ao erro)

A opção desfazer/undo em programas de software que permite que o usuário corrija um erro sem ser penalizado ou as chaves de automóveis (que são inseridas na fechadura em ambas as posições), são exemplos de projetos que minimizam as consequências adversas de ações intencionais ou acidentais.

6. Sem esforço (baixo esforço físico)

O design pode ser usado de forma eficiente e confortável e com um mínimo de fadiga. Maçanetas tipo alavanca, torneiras com monocomando (acionadas por alavancas ou sensores) e lâmpadas de toque sem interruptor são alguns exemplos.

7. Abrangente (dimensão e espaço para aproximação e uso)

Estabelece dimensões e espaços apropriados para o acesso, o alcance, a manipulação e o uso, independentemente do tamanho o corpo (obesos, anões etc.), da postura ou mobilidade do usuário (pessoas em cadeira de rodas, com carrinhos de bebê, bengalas, etc).

O inchaço das cidades, com seus lotes urbanos cada vez menores, e o envelhecimento da população deve colocar o design universal no centro das discussões sobre mobilidade no próximos anos. O IBGE estima que um em cada quatro brasileiros terá mais de 65 anos já em 2060. Neste cenário, planejar soluções em acessibilidade é uma necessidade inadiável.

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